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TERAPÊUTICA VIBRACIONAL
Radiestesia/Radiônica


Introdução

O homem tem buscado respostas a tudo que transcendem o palpável e o impessoal, através do avanço científico, da multiplicidade de conhecimentos, da globalização das informações e do próprio indivíduo enquanto ser responsável por seu caminho, por sua vida e por suas ações.
Perdido entre o fanatismo de algumas práticas religiosas e o mais puro materialismo, o homem procura através da leitura, reforçar suas conclusões teóricas, pois nunca, como agora surgiram tantas seitas, tantos grupos de estudos, tantos cursos, tanta literatura, tantas inquirições, deixando o homem oscilar entre a crença e o descaso, o orgulho e a angustia, a necessidade e a razão.
Se antes era vexatório a curiosidade, hoje o alternativo passa para a rotina, para o consumo e, muitas vezes, para o currículo do homem que se permite viver o dia de hoje com os pés no chão.
Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que a mente realmente controla o corpo e a própria vida, fato este reconhecido pelos próprios cientistas, logo, através da leitura da mente podemos detectar toda e qualquer anomalia que o corpo possa ter.
A prática, a pesquisa e o estudo da Radiestesia participam desta realidade como contribuição, sem propor soluções milagrosas nem impor deduções, pois o pêndulo nada mais é do que uma interação ou prolongamento do inconsciente do operador, que esta em contato telepático/consciente com a pessoa a ser examinada.
Os princípios curativos utilizados, nada mais é do que os já existentes na natureza, ou seja, tudo é energia sutil, logo utilizamos todo processo que esteja a nossa disposição ou alcance.
O Radiestesista têm a capacidade de interpretar e utilizar os mecanismos de cura que a própria mente solicita, por isso qualquer atitude de trabalho, sempre será de escolha e indicação do inconsciente da pessoa pesquisada, cabendo ao Radiestesista desenvolver técnicas ou procurar ficar a par de todas que já foram criadas, desenvolvidas ou desvendadas por ele ou não e na hora da energização colocá-las à disposição do inconsciente, para ser definida qual; a melhor e mais eficaz à ser aplicada, não se preocupando com a quantidade de técnicas a serem apresentadas e sim com as que já foram testadas e comprovadas sua eficácia

O que é....

Radiestesia é a arte e a ciência de captar e perceber radiações e vibrações emitidas por diferentes corpos. É ciência porque possui técnica e método, e é arte porque se baseia na intuição.
Nosso cérebro se divide em dois hemisfério:- o esquerdo que governa nossas capacidades analíticas e o direito que controla nossas habilidades subjetivas e intuitivas. Vivemos num mundo que enaltece em excesso o lado racional, enquanto o lado subjetivo é deixado na dormência. Na verdade somos deficientes mentais, porque usamos uma parcela mínima de nossas capacidades mentais.
A Radiestesia utiliza método racional para obter um resultado intuitivo. Usa como instrumento o Pêndulo que é por definição uma massa suspensa por um fio. Através de um processo linear de perguntas ele oscila determinando um resultado. Esse movimento de oscilação é gerado por um processo intuitivo, provocado pelo inconsciente do operador, que utiliza a parte subjetiva de sua mente. Tudo o que existe em nosso mundo irradia e capta energia. E é nesse fabuloso campo de energias de seres vivos, objetos e acontecimentos, que atua e se desenvolve a radiestesia.
A Radiestesia/Radiônica é um desdobramento da Medicina Vibracional, que leva em conta não apenas o corpo físico, mas também corpos energéticos sutis que estão associados a este corpo físico, entendendo que a alteração vibracional destes corpos energéticos sutis, resulta na cura do corpo físico.
A Radiestesia detecta e mede energias sutis através dos instrumentos radiestésicos. Essa capacidade radiestésica se consiste em uma faculdade supra sensorial (subconsciente) inerente à todos os seres humanos, que permite a captação de energias sutis através do corpo humano (radius = radiação // aisthesis = sensibilidade). O corpo humano sabe; sua sabedoria está baseada não só na perfeição da máquina humana, como também na ligação do subconsciente humano com o inconsciente coletivo, também chamado de mente universal, inteligência infinita, etc., que possui todas as respostas, por ser coletivo.
A radiestesia é praticada à milhares de anos, sendo muito conhecida e utilizada pelos Gregos, Romanos, Chineses e Egípcios. Teve um grande número de adeptos na renascença, mas é a partir de 1798, com o início do uso do pêndulo, que sua prática se generaliza. No Brasil, seu marco inicial é o trabalho do padre Jean Louis Bourdoux na cidade de Poconé (MT) e o livro "Noções práticas de radiestesia para os missionários", escrito pelo padre Alexis Mermet, que foi o criador da radiestesia médica (ele é considerado, até hoje, o "príncipe dos radiestesistas"). O abade Alexis Bouly foi o criador da expressão radiestesia.

Antigamente, a radiestesia era conhecida pelo nome de Rabdomancia. Esse termo designa o uso de varas em forma de forquilha para a prospeção de mananciais de água subterrânea, veios minerais, etc. (rhabdos = vara // mancia = adivinhação). Instrumentos Radiestésicos - São os instrumentos materiais que fazem a ponte entre o consciente e o inconsciente do operador. Todos funcionam por convenção mental e todos trabalham por equilíbrio, ou seja, o desequilíbrio é considerado como sim ou não, de acordo com a convenção. Existem determinados movimentos aceitos universalmente na radiestesia, portanto procure sempre utilizar esses movimentos, porque assim você estará se beneficiando com a egrégora existente desses movimentos, tornando seus trabalhos mais fáceis (siga pelo "caminho" aberto pelos grandes radiestesistas, e que servem de guia para todos). Radiestesia de Ondas de Formas - As ondas de formas são as emissões devidas às formas, pois todas as formas emitem energia. Essa ciência está relacionada com todas as práticas envolvendo gráficos e formas. Ao se analisar uma forma geométrica como, por ex., a pirâmide, pode-se verificar que ela emite determinadas energias de acordo com suas medidas. Se essas medidas forem alteradas, também será alterada a emissão de energia da pirâmide. O pêndulo e outros instrumentos radiestésicos detectam essas emissões de energia, fornecendo ao radiestesista as informações necessárias ao seu trabalho através de oscilações e/ou movimentos pré-definidos que utilizam o conceito de inconsciente coletivo, aonde a pergunta feita com o auxílio do pêndulo se traduz em um binômio sim/não.

Hoje em dia, a radiestesia possui 4 ramos, que são os seguintes:

1) Radiestesia de Ambientes - Trata-se da detecção e anulação de fontes de energia telúrica que estão presentes no subsolo, e que causam distúrbios energéticos no ambiente em que se encontram. Essas energias de origem geobiológica afetam as pessoas, plantas e animais dentro de uma casa, escritório, etc, e podem causar irritação, insônia, fraqueza e falta de concentração.
2) Radiestesia Médica - Através dos gráficos radiestésicos, o radiestesista faz uma completa varredura energética na pessoa e em sua aura, restabelecendo o equilíbrio de suas energias físicas, mentais e sutis, curando doenças existentes e prevenindo o aparecimento de futuros distúrbios.
3) Radiestesia Hidro Mineral - É a antiga rabdomancia, aonde o radiestesista, com o auxílio dos instrumentos radiestésicos, descobre mananciais de água subterrânea, veios minerais, etc.
4) Tele-Radiestesia ou Tele-Psicometria - Com o auxílio de um mapa, um testemunho e os instrumentos radiestésicos, o radiestesista determina o paradeiro de uma pessoa, objeto ou animal perdido, sem importar a distância aonde se encontrem.

Esse mapa mostra a incidência de energias geobiológicas dentro de uma casa. A presença de um desses fatores (correntes de água subterrânea, falhas telúricas, rede geobiológica de Hartmann, entre outros) e/ou seu cruzamento em um mesmo ponto é altamente prejudicial à saúde, pois essas energias interferem na aura dos seres vivos que se encontram dentro do ambiente. Existe algum lugar de sua casa no qual você sente calafrios ou não gosta de entrar? Suas plantas e flores estão morrendo? Seus bichinhos de estimação ou alguém que mora em sua casa tem ficado doentes? Você tem dormido mal ultimamente?
Se a resposta para qualquer uma dessas perguntas for sim, sua casa pode estar com focos de energia negativa. Descubra e anule essas energias através da radiestesia.



Definição e Histórico da Grafologia

Ciência ou tratado da escrita, a GRAFOLOGIA, reflete as tendências da personalidade e do caráter, com base na escrita.
Etimologicamente, a palavra é formada pelos vocábulos gregos graphein ("escrever") ou graphos ("escrita") e logos ( "tratado").
A Grafologia surge como ciência através do abade francês Jean-Hyppolite Mitchon (1806-1881), considerado o pai da Grafologia, o qual reuniu grande número de escritos, classificou-os e ordenou-os. Este deixou numerosas obras e fez inúmeras conferências sobre o assunto e fundou a "Société de Graphologie de Paris", em 1771. Na realidade, o abade francês contou com precursores muito ilustres como Camilo Baldo (1555-1635) de Bolonha, que publicou o primeiro trabalho da verdadeira grafologia.
Cerca de 200 anos depois, o abade Flandrin fundou a primeira escola de interpretação da escrita. Crépieux-Jamin (1858-1940) leva o cunho científico à Grafologia, sendo considerado seu verdadeiro pai. Por volta de 1900, Dr. Ludwig Klages (1872-1956) cria a Escola e a Sociedade Alemã de Grafologia, baseadas nos ensinamentos de Mitchon e Crépieux-Jamin. Max Pulver (1890-1953) introduziu as teorias psicanalísticas no estudo da Grafologia.
A partir daí, a Grafologia evoluiu muito como ciência, sendo ensinada em várias universidades da França, Suíca, Alemanha e Espanha. Esta ciência se iniciou no Brasil há pouco tempo, através do livro "A Grafologia em Medicina Legal"do Dr. Costa Pinto, e conta hoje com a Sociedade Brasileira de Grafologia (SP), afirmando a cada dia a sua importância, em especial nos processos seletivos de empresas, escolas, institutos criminalistas e até mesmo em processos judiciais.





CONSULTORIA EMPRESARIAL

Recurso Humanos:

Recrutamento e seleção de estagiários e profissionais: permite uma grande redução de tempo e gastos nesta fase, pois a partir de uma simples carta manuscrita é possível delinear a personalidade do autor, incluindo suas aptidões e traços de caráter.
Promoções e desenvolvimento gerencial: A Grafologia dá subsídios para a análise da personalidade e potencialidades dos funcionários para seu melhor aproveitamento dentro da Empresa, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos funcionários e consequente qualidade total da Empresa.

Investimento: sob consulta.

Complementação do Treinamento:

Acompanhamento da atuação e reciclagem dos profissionais submetidos ao treinamento em Grafologia.

CONSULTORIA INDIVIDUAL PESSOA FÍSICA

Voltada para o auto-conhecimento e avaliação de aspectos da personalidade do autor da letra. A grafologia pode ajuda-lo a melhora física-psíquica-emocional,sendo que podemos alterar nossa escrita para uma melhora considerável de nossas vidas
Para ter sua analise grafologica remeta um cheque nominal a RFB promocão e eventos Ltda e anexe uma carta contendo uma pagina escrita de próprio punho com caneta


Medicinas Alternativas: Processo de Legalização

«O processo de legalização começou no início dos anos 80 com a criação de três associações e com uma personalidade de uma pessoa muito forte, o Araújo Ferreira. Por acaso, uma das salas da Escola de Medicina Chinesa, chama-se Araújo Ferreira em sua homenagem. Este homem esteve ligado à criação da Diese com o João Santos, nos anos 60, e também à constituição da primeira Associação de Defesa ao Consumidor.

No início dos anos 80, o Araújo Ferreira esteve ligado à criação da Associação Portuguesa de Homeopatia, de Acupunctura e de Naturopatia. Foi a partir daí que começou a acontecer qualquer coisa no campo das tentativas de legalização. Começaram imediatamente a interpelar as autoridades públicas no sentido de obter normas para o exercício das medicinas que são as tradicionais, mas que agora são chamadas alternativas ou não-convencionais».



Esomed – De fato é engraçado, pois na verdade, as medicinas alternativas é que são tradicionais. São anteriores à medicina convencional que muitos insistem em chamar erradamente tradicional.

José Faro - Neste momento, a nível internacional, há já um consenso absoluto em relação a essa matéria. A medicina comum é chamada convencional e as outras são as tradicionais.

Desde o início dos anos 80 e até à atualidade, as autoridades públicas nunca deram qualquer tipo de resposta. De uma maneira geral, e nos casos em que se conseguiu mover qualquer coisa em algum Ministério, o percurso foi sempre o mesmo. Alguém dentro do Ministério interessava-se pelo assunto e tentava avançar, mas depois chegava-se sempre à fase em que pensavam: “Agora temos que passar à Ordem dos Médicos “. E a Ordem dos Médicos respondia sempre: “Parem. Não façam nada. Não pode ser...”. Este foi o percurso entre 1981 e 1999.
Entretanto, claro que o recurso por parte do público em relação às Medicinas Tradicionais aumentou extraordinariamente. Há uma série de estudos sobre isso.
Um centro ligado à Universidade Fernando Pessoa fez, em 1999, uma investigação sociológica, enquadrada nos critérios científicos, que demonstra que 95% da população portuguesa já recorreu ou recorre às medicinas tradicionais.
E há também uma grande quantidade de médicos, na zona Norte, que indicam as medicinas não convencionais aos seus pacientes.
Um outro estudo, elaborado por uma comissão nomeada pela anterior ministra da Saúde, Maria de Belém, também é muito interessante. Elaborado pelo próprio Ministério, teve uma comissão constituída por um representante da
Direção Geral de Saúde, da Ordem dos Médicos, da Ordem dos Farmacêuticos e do Ministério da Educação, e nas suas conclusões estava expressa a necessidade e a conveniência de mobilizar imediatamente as medicinas não-convencionais e os respectivos praticantes.
Este relatório é escondido e posto na gaveta... No entanto, dois ou três meses após a conclusão do relatório, houve fugas de informação do Ministério e esse organismo ministerial passa ao Governo um Projeto de Decreto Lei, chamado Projeto de Decreto Lei do Cato Médico. Após a sua aprovação pelo Governo, passou para o Presidente da Republica para promulgação.
Na prática, o documento estabelecia a proibição de todas as medicinas não convencionais ou, quanto muito, deixava-as completamente sob o controle dos médicos ou passíveis de ser exercidas apenas por médicos.
Isto foi muito estranho, porque na verdade a definição de ato médico enquanto profissional era tão vasta que, através da análise da classificação nacional das profissões do Ministério de Trabalho, já encontramos larguíssimas dezenas de profissões que ficavam a praticar atos médicos na ilegalidade: psicólogos, enfermeiros e mesmo técnicos ligados à área da medicina.
Tomando exatamente à letra a definição de ato médico a um simples salvador, alguém que salvasse a vida a outra pessoa, seria portanto, ilegal. Isto porque, a posição de ato médico é tudo o que estiver relacionado com a saúde e com o respectivo diagnóstico. Por exemplo, uma mãe que manda o filho estudar, está a fazer um ato médico.
Não se percebe bem o que a Ordem dos Médicos pretendeu. Se queria atingir e ferir mortalmente as medicinas não convencionais, ou se, usando o pretexto das medicinas não convencionais como bode expiatório, queria pôr a garra em cima de todas as profissões das áreas de saúde, de uma forma extraordinariamente forte...
O que é certo é que o diploma tinha uma série de inconstitucionalidades. Conhecendo a nossa Constituição e ao ouvir um relato como este, coloca-se a seguinte questão: Será que é possível uma coisa destas no nosso país? Não. não é. De fato, a Constituição não permite uma série de coisas que estavam contidas nesse projeto de Decreto Lei. Tratava-se de um atentado à liberdade de escolha de profissão e um atentado à liberdade dos pacientes disporem livremente do seu corpo optando pelas terapias que quisessem e, inclusivamente, um atentado à liberdade de consciência, na medida em que impunha uma doutrina que é a doutrina científica actualmente em moda como critério único para as pessoas se orientarem na área dos cuidados de saúde. Além disso, tinha outras ilegalidades, mas que não interessa aqui referir.
O mais importante é que o Presidente da Republica e os seus assessores foram sensíveis à situação e, alguns membros constitucionalistas portugueses, também se pronunciaram, mesmo que só em privado.

Assim, depois de muita hesitação e contra pressões brutais, ou seja, contra o Governo do mesmo partido do próprio chefe de Estado, contra o Ministério da Saúde – entidade que apresentou aquele projeto - e contra a Ordem dos Médicos, o Presidente da Republica vetou esse Projeto Lei usando a prerrogativa que tem, em nome da sua consciência pessoal. No meu ponto de vista, isso foi muito grave, sobretudo, para os médicos e para o Governo.
Foi um Verão em que a imprensa tomou sistematicamente uma posição a nosso favor. Muitos médicos falaram aos jornais a nosso favor e o processo de legalização, foi acompanhado pelos jornais e outros órgãos de imprensa diariamente.
Penso que esse foi um momento extraordinariamente importante sob o ponto de vista sócio-político em Portugal, porque as coisas mudaram muito para as medicinas não convencionais, tornaram-se muito produtivas.
Como se viu, a imprensa é, em geral, extraordinariamente favorável à constituição e à normalização correta das medicinas ditas não convencionais. Também foi importante o fato de muita gente ter descoberto, que temos um Presidente diferente daquilo que se pensava. Isso ficou patente.
Depois – como já referi – veio, inclusivamente, a saber-se que um relatório feito pelo próprio Ministério, com uma comissão representativa, aponta para a legalização. Dois meses depois, surgiu uma lei exatamente em sentido contrário, que veio tentar inviabilizar tudo.
A forma como o Projeto do Decreto Lei entrou na Presidência da Republica, aliada ao fato de o Governo assinar um projeto cheio de irregularidade, tem muito a ver com a chamada “ perda do estado de graça“ deste Governo e do Partido Socialista. Isto porque, daí para a frente tudo correu mal para o PS.
Daí para a frente, a situação ficou bem mais aberta para nós.
Durante esse período um grupo de cinco ou seis colegas de várias áreas, como medicina tradicional chinesa, osteopatia e outras, reuniu 17 mil assinaturas em pouco mais de uma semana, a pedir o veto do Presidente da Republica. Em pouco mais de uma semana, 17 mil assinaturas e mais uma página do Diário de Notícias completamente cheia de nomes - de cima a baixo - de vips a declararem que usam as medicinas naturais e que, em resumo, também pediam ao Presidente para vetar.
A partir daí, a Ordem dos Médicos disponibilizou-se um bocado mais e, entretanto, em Maio, o Bloco de Esquerda apresentou na Assembléia da Republica um Projeto Lei a legalizar as medicinas não convencionais. Este Projeto tinha pontos fortes e fracos, mas foi um documento elaborado com seriedade, no qual tentaram fazer o melhor possível.
Numa situação histórica absolutamente inacreditável, é aprovado por três votos a favor e duzentas e não sei quantas abstenções. Há pessoas que filmaram isso e é fantástico observar: “ Quem vota a favor?, quem vota contra?, quem se abstém?”. Então, os deputados do Bloco de Esquerda e uma deputada dos Verdes ou três dos Verdes e dois do Bloco de Esquerda – não mais do que cinco - levantam-se.
“Quem vota contra?”. Ninguém.
”Quem se abstém? “. Aí levantam-se todos deputados da Assembléia da Republica. Mas, foi aprovado e, por isso, passou para as Comissões de Especialidade, a fim de ser discutido em pormenor, artigo a artigo, por todos os Partidos.
Há projetos de Decretos Lei que foram aprovados na Assembléia da Republica, mas que, depois, ficam perdidos durante anos nas Comissões de Especialidade.
O partido Socialista por sua vez, na minha opinião, ambicionou ou quis ter um certo protagonismo na altura e disse logo que não votava a favor, apesar de também não inviabilizar. Abstinha-se, porque queria apresentar o seu próprio Projeto Lei.
Na Europa, por exemplo, há já dois casos em que as medicinas não convencionais são legalizadas e a seguir os médicos intervêm dizendo: “As medicinas não convencionais estão legalizadas, mas só nós é que as podemos praticar”.

Esomed – Curiosamente, essa situação também aconteceu no Brasil em relação à Acupunctura.

José Faro – O que acontece é que as praticam mal e as coisas começam a extinguir-se ou, então, continuam a ser praticadas ilegalmente pelos respectivos profissionais tal como eram antes de todos estes procedimentos legislativos.

Se, em Portugal, se avançar com um projeto como o do Bloco de Esquerda, está prevista a criação das comissões encarregadas de estabelecer as normas concretas. Essas comissões é que ficam sujeitas a pressões fantásticas.
No ano passado, o parlamento belga aprovou uma lei que é, certeza, a melhor lei que legaliza as medicinas não convencionais, dando uma autonomia total aos terapeutas, mas exigindo níveis de formação extraordinariamente elevados e submetendo-os a um controle que torna a atividade absolutamente transparente.
Deste modo, qualquer terapeuta que prevaricasse, isto é, que começasse a exercer mal a sua profissão, seria imediatamente detectado, uma vez que existiriam para isso, mecanismos de detecção. Existiria uma comissão com representantes de cada uma das áreas das medicinas naturais, os quais iriam estabelecer o modo operandi.
Entretanto, verificou-se uma mudança de Ministro da Saúde e o governante seguinte não esteve com meias medidas e nomeou uma comissão de médicos como representantes das várias medicinas não convencionais. A primeira coisa que este grupo fez foi proibir o exercício, para todos os que não fossem médicos, fisioterapeutas e também parteiras. Só estes profissionais é que podem fazer acupunctura, por exemplo para aliviar as dores do parto. A melhor lei que até hoje já conheci em relação às medicinas não convencionais e não deu em nada.
É claro que nada disto se passa nos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, onde as coisas estão legalizadas e onde existe um alto grau de autonomia para a profissão que, por exemplo, na Inglaterra e na Holanda, é total. No fundo, o controle é feito pelas companhias de seguros, que só pagam os tratamentos a pessoas que pertençam a determinadas Associações ou se tiverem determinados níveis de formação. É a sociedade a autoregular-se, sem paternalismos bonapartistas.

Esomed - Então, este é o momento em que as coisas parecem estar a caminhar para novos espaços.

José Faro - Pois é. Mas também é a partir deste momento que o acompanhamento disto se torna complicado. Na Áustria também aconteceu a mesma coisa. Um grupo de pessoas ligadas à Medicina Tradicional Chinesa, fez um trabalho de sensibilização com os deputados do parlamento austríaco e conseguiram que a MTC fosse legalizada sem a presença de todas as outras medicinas não convencionais. Mas, a seguir vieram os médicos que ficaram sem saber o que faziam à vida. Na verdade aconteceu-lhes o mesmo que aconteceu na Bélgica, isto é, uma lei fabulosa que dependia de uns estudos de pormenor feitos por uma Comissão, acabou condicionada a uma comissão de médicos que estragou tudo.

Um novo ministro – pró médico - fez uma coisa absolutamente legal quando nomeou uma comissão de médicos para representar as medicinas não convencionais. Foi perfeitamente legal. E, perante isto, o que é que fizeram os médicos? Disseram: ”Muito bem. Está tudo perfeitamente legalizado e só nós, os médicos, é que as podemos praticar”.

Esomed – Na opinião do Professor, quais serão os próximos passos ao nível da legalização?

José Faro – Com os dois projetos nas comissões de especialidade, os deputados irão analisar artigo a artigo e fazer uma junção dos dois projetos, dando origem a um novo projeto.

O que é fundamental é que, de alguma forma, a opinião pública se mantenha a par destas questões todas.
Isto porque, os parlamentares têm plena consciência de que foi a opinião pública que exigiu a avaliação desta situação.

 

 

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